sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Betinhas


Dizes que te fartas de fumar, que aguentas a bebida. Que droga para ti é um brinquedo. Namoras com um drogado todo marado. Tentas acompanhar o ritmo, estragar a tua vida pela mera fama. És bué má, bué drogada, dás-te com o pior pessoal e ninguem te toca, depois não passas de uma betinha que nunca pegou num cigarro por gosto mas sim por estilo.
E quando chegas ao pé dos teus pais és uma santinha, de selvagem passas a gatinha mimada. Num jantar de familia é te perguntado se alguma vez fumas-te e tu encolhes-te por completo, é só medo. Dizes que não ao mesmo tempo que fases figas, tens a faceta de betinha e depois de mocada. Decide-te rapariga, mé que é? És betinha ou queres continuar com a tua faceta? Ahah pelo menos eu admito, sou betinha. Mas não minto quando digo que nunca toquei numa droga ou até mesmo num cigarro. É por gosto é por orgulho a mim própria, e sei que nunca me arrependerei desta decisão.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Carta.

Sinceramente nem sei bem o porque de estar para aqui a escrever e qual o objectivo disto. Mas apetece-me escrever-te uma pequena carta e como sei que não sou capaz de tu dizer cara a cara gravo-a aqui, como um segredo, pois bem sei que jamais lirias algo escrito por mim.
Não te interessarias por algo tão básico, algo tão á miudinha adolescente.

De: IrinaLauper
Para: "....."

Mensagem : Odeio-te. Metes-me nojo quando me magoas, és incapaz de dizer algo para me manter feliz.
Jamais te voltarei a olhar frente a frente. Perdi a confiança que tinha nos teus olhos.
Para ti eu morri, esqueçe tudo o que passamos, esqueçe tudo. Perdi a vontade de continuar com tudo, escondi-me numa das páginas do meu diário, e manterei-me lá escondida até que um dia abram esse diário e leiam cada página escrita por mim. Mas por agora sei que ninguem me voltará a encontrar, ninguem se dará ao trabalho de ler um pequeno diário de uma rapariga de 15 anos que se apaixonou e chorou.
Completamente banal.
Completamente insignificante.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Escuridão


Sinto-me novamente sozinha. Sou uma no meio de milhões. Sou apenas mais uma no meio de tantas. A escuridão voltou a ser o meu refugio. As coisas horriveis que imaginava quando fechava os olhos voltaram a aparecer, nem sei bem vindas de onde.
Pareço uma criança com medo dos pequenos monstros escondidos dentro de um grande armário, mas neste caso tenho enormes monstros numa cabeça tão pequena. Nem sei como dou conta de tudo, não sei como ainda não dei em louca.
Estou farta de ti, colocas-me numa situação á qual me é impossível resistir. Cansada de ter medo de te olhar nos olhos. Cansada de me trancar no quarto, colocar música aos berros e gritar, gritar, gritar !
A escuridão é a única que me consegue acalmar os gritos que me cansão a voz do coração.
Aponta-me uma arma e dispara. Aos olhos do "ser" estás-me a matar, mas no final acabas por me sarvar. Talvez eles não percebam isso, mas é a única forma de eu ser verdadeiramente feliz!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pernas pro ar

Esta tudo fora do sitio. Tenho mil perguntas para as quais não apresento uma única resposta .
Tenho calor, tenho frio. Estou feliz, estou triste.
Acabas por me deixar tola. Acabas por me fazer sonhar em vão, largando lagrimas pelo caminho. Atrofias-me o pensamento de forma a que eu não consiga dar nem mais um passo para poder seguir o meu caminho sem te trazer comigo.
Estou farta. Farta da saudade, farta do desejo, farta dos sonhos por realizar. Saudade de quem já não me pode tocar. Saudades do mundo em que tudo era perfeito.
Os momentos em que eu podia sonhar e dizer eu sou capaz, sem barreiras. Sem pregos.
Tenho tudo de pernas pro ar. Sinto me a fazer o pino 24 horas por dia. Sinto a cabeça quente, sinto o coração gelado. Jamais te pedirei algo que sei ser impossivel. Mas iludo-me quando te vejo, apenas sinto que és a pessoa mais maravilhosa do mundo, o teu sorriso, a tua forma de falar, tudo em ti. E depois quando te tento confrontar usas palavras rudes, brutas. Que para ti podem ser simples palavras mas para mim são como facadas.

Foi errado apaixonar-me, é errado amar-te. Não vales, nem nunca valerás as minhas lagrimas.




( Fotográfia minha tirada por Daniela Zánario)